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59% dos 2 milhões de novos e-consumidores que experimentaram das vantagens de se comprar através de lojas virtuais entre janeiro e julho desse ano pertencem a classe C |
Com o aumento do número de internautas brasileiros de classes mais baixas e a popularização do comércio eletrônico as projeções de vendas para o final de ano são motivadoras. O ingresso da classe C no comércio eletrônico está sendo favorecida pela redução dos preços de computadores, conexão à internet e facilidade na aquisição de cartões de crédito. Essa nova legião de compradores digitais promete engrossar o volume de vendas no final desse ano.
De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a chamada classe C é caracterizada por pessoas com renda familiar entre R$ 1.115 e R$ 4.807 por mês. A projeção é que no final do ano as vendas pelas internet aumente em 30% em relação ao mesmo período de 2008. Com o acesso fácil ao computador, internet e munidos de cartão de crédito, a expectativa é de que esses novos e-consumidores se aventurem pelas compras virtuais motivados pela comodidade de comprar sem precisar sair de casa, enfrentar filas, trânsito e ainda contar com uma grande variedade de produtos e facilidade de pagamento.
Segundo o portal de consultoria de mercado Data Popular, as chamadas classes C, D e E correspondem a 75% do numero de internautas no país e 63% desse montante acessa a internet de computador próprio instalado em domicílios. A consultoria destaca ainda que no período entre janeiro e julho de 2009, foi constatado que 2 milhões de pessoas tiveram sua primeira experiência com compras pela rede e desse total, 59% pertencem a classe C.
Para o portal e-bit, esses compradores da considerada classe C, correspondem a 10% do faturamento online no país. No total o e-commerce faturou no primeiro semestre do ano R$ 4,8 bilhões, representando um crescimento de 27% comparado ao ano passado, onde registrou um total de R$ 3,8 bilhões.
“Estimamos um crescimento promissor para o e-commerce esse ano, além do aumento da participação da classe C no mercado consumidor, os grandes players, estão fortalecendo suas vendas no varejo online e identificando nesse púbico um grande potencial de crescimento”, comenta Pedro Luiz Quissack, coordenador comercial da Tray Sistemas.
Essa é a hora das micro e pequenas empresas explorarem melhor o segmento. As possibilidades estão em todos os lugares. Ainda é pequeno o numero de empresas presentes no comércio eletrônico. “Apenas 6% dos empresários que estão no comércio físico estão presentes na internet, e a possibilidade de compra é enorme uma vez que muitas pessoas navegam pela rede 24 horas por dia e usam a ferramenta para procurar aquilo que querem ou idealizam comprar”, conclui Quissack.
Publicado por: Micheli Consani