A relação entre a demanda por um produto ou serviço e sua disponibilidade no mercado é fator preponderante para o estabelecimento de seus preços. Nos períodos em que a oferta excede muito a procura, o preço tende a cair. Já em períodos nos quais a demanda supera a oferta, a tendência é de alta. Assim é definido um dos princípios básicos da economia moderna: a chamada Lei da oferta e procura, que pode ser perfeitamente aplicada ao mercado de trabalho.
Quando se fala no setor de Tecnologia da Informação (TI), seja globalmente ou em nível nacional, a busca por mão-de-obra especializada supera em muito o número de profissionais especializados disponíveis. Nos próximos quatro anos, o Brasil acumulará um déficit de 150 mil profissionais de TI, segundo Benjamin Quadros, presidente da prestadora de serviços BRQ. De acordo com os números apresentados pelo executivo, o País tem hoje 47% dos trabalhadores em TI da América Latina (900 mil pessoas), seguido pelo México (23%) e Argentina (9%). Apesar do domínio, o País precisará, entre este ano e 2011, de 320 mil novos profissionais de TI – 100 mil para o mercado de offshore e 220 mil para demanda interna. “O problema é que os números do INEP indicam que as faculdades de tecnologia formarão apenas 170 mil profissionais neste período, o que nos deixa com um déficit de 150 mil”, constatou Quadros, lembrando que as perspectivas de que as vagas sejam preenchidas não são boas. “Nos últimos três anos, apenas 50% das vagas oferecidas pelas universidades foram preenchidas”.
Os dados do Instituto Brasil para a Convergência Digital (IBCD) são ainda mais desanimadores: apontam que 210 mil vagas de trabalho não serão preenchidas até 2010 por falta de qualificação em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Na mesma pesquisa, o IBCD verificou que 84% dos profissionais formados na área não dominam a língua inglesa, o que é uma exigência da maior parte das empresas desse setor. Quadros também destaca esta questão. “Outro ponto de atenção é a fluência em inglês. Hoje, 80% da informação eletrônica existente no mundo está em inglês e o Brasil tem apenas 1,3 milhão de pessoas fluentes no idioma, com somente 10% deste contingente trabalhando no setor de TI”, afirma.
Publicado por: Micheli Consani[...] Original post by Jader Andrade [...]