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Mulheres na Internet

De acordo com a 19a Edição do Relatório Web Shoppers publicado pela e-bit, as mulheres já representam 51% dos que compram pela internet brasileira.

Segundo dados da pesquisa global The Female Web, conduzida pelo The Future Laboratory, divulgada pelo portal internacional de tendências de consumo, LS:N Global (Life Style: News Global), o qual é representado no Brasil pela Voltage, as são mulheres responsáveis por 63% das compras on-line nos Estados Unidos. O estudo reflete sobre o domínio das mulheres na web e as influências dessa postura no cenário on-line, inclusive na reação dos anunciantes ao adotarem procedimentos de divulgação e comercialização de marcas, produtos e serviços.

No Brasil esses números não são diferentes. Os empresários brasileiros estão percebendo a adesão feminina ao comércio eletrônico e a influência que as mulheres possuem sobre os homens na hora da finalização de uma compra. Através desses dados as lojas virtuais estão focando seu planejamento de marketing no público feminino, criando maneiras das mulheres se sentirem familiarizadas com o hábito de fazerem compras, uma de suas práticas preferidas, só que no universo da web.

O estudo destaca ainda que as mulheres continuam sendo as principais consumidoras do mercado e, estão comprando mais pela internet, principalmente pela discrição e entrega a domicílio. Além disso, a mulher busca a satisfação pessoal, com pequenos luxos como sapatos, perfumes, cosméticos e acessórios. “A mulher é a grande força do consumo mundial, até mesmo em consumo tipicamente masculino, como carros”, comenta Carlos Ferreirinha, diretor-presidente da MCF Consultoria e Conhecimento.

Para Iuri de Paula, analista de usabilidade da Tray Sistemas, as lojas virtuais que possuem como público consumidor as mulheres tem que trabalhar o layout de forma caracterizada. Há estudos que caracterizam a mulher como um tipo diferenciado de consumidor e que deve ser tratada como única quando o foco for sua atenção. “Hoje em dia o layout das grandes lojas virtuais, na maioria delas lojas de departamentos, tende a seguir um modelo já consolidado de estrutura e apresentação, normalmente somos expostos a diversos produtos, diversos menus, opções e tudo com uma estética monocolor, em blocos e nada com muito apelo visual. As lojas mostram o maior número de produtos possíveis como se assim o cliente fosse comprar mais. Com as mulheres esse tipo de estrutura não convence, o apelo visual é maior e o modo de apresentar os produtos com um “toque feminino”, mais leve e mais estético pode vender mais e agregar valor aos produtos e a loja”.

Outro dado de destaque no nosso mercado é que os produtos que as mulheres procuram na internet, são artigos que dificilmente são encontrados em lojas físicas que atendem a certo tipo de prazer. De acordo com a 19a Edição do Relatório Web Shoppers publicado pela e-bit, as mulheres já representam 51% dos que compram pela internet brasileira, e os produtos mais comprados pela rede são livros, artigos de higiene e beleza, produtos de informática e eletrônicos.

O comércio trabalha hoje com uma mulher diferente, que possui uma independência na hora de fazer suas compras, ela procura o que quer, decide o que comprar e como pagar. Por esse motivo são mais críticas, mais exigentes e não querem só um produto, querem um diferencial. “As exigências vão além de uma venda comum, as mulheres não querem apenas comprar. Para isso cuidamos dos produtos, das embalagens e principalmente do envio. Queremos que ela perceba que nós pensamos em tudo, principalmente mantendo-a informada sobre o que está acontecendo com o pedido, através dos emails de confirmação de pagamento, de envio do produto, código de rastreamento, entre outros. Isso tranqüiliza e acalma a ansiedade feminina”, comenta Camila Iatecola, proprietária da loja virtual Beleza de Mulher (www.belezademulher.com.br).

Pensando nesse publico, as lojas virtuais que trabalham com artigos femininos estão cada vez mais preocupadas com a usabilidade da loja, sem perder o apelo estético, a fim de aumentar as vendas. Para de Paula, as lojas indicadas ao publico feminino, não seguem o padrão dos grandes magazines. “A mulher não se importa em dar 20 cliques em uma mesma página, desde que seja num ambiente bonito, agradável e com o qual ela simpatize. O público feminino gosta de se perder nos detalhes e ver muito conteúdo visual, a estética de revista de moda cai muito melhor que o de catálogo de ferramentas. A loja precisa trazer um espetáculo de fotos e imagens e ao mesmo tempo ser leve e contemporânea, essa aparência é importante para prender a atenção do cliente para que ele não sinta a necessidade de mudar de site”.

O investimento em um atendimento diferenciado é também um desafio para quem trabalha com o público feminino. A mulher que compra pela internet tem uma personalidade forte, mais audaciosa, independente e gosta de ser reconhecida por essas qualidades. “É preciso trabalhar cada mulher como única, cada cliente tem sua particularidade e esse é o nosso foco. Por atendermos a todos os tipos de consumidoras, trabalhamos com todos os diferenciais, tem quem prefere frete grátis, quem prefere desconto, quem prefere um atendimento diferenciado e quem é fiel a loja e ao seu produto independente disso tudo”, comenta Iatecola.

Para Camila, o importante é conseguir identificar a necessidade de cada cliente e trabalhar para atender as suas vontades e expectativas. “Nosso objetivo é fidelizar, entender o que fez a cliente comprar conosco e o que fará ela voltar a comprar e indicar a nossa loja. Acreditamos que trabalhar nisso e ter ferramentas que facilitem nosso trabalho é a chave para o sucesso. É preciso ter uma loja que a cliente se identifique, com um layout agradável, fácil de navegar e principalmente que ela possa encontrar com facilidade o que procura para comprar”, conclui.

Publicado por: Micheli Consani
Categorias: Tray Informa

“Neoconsumidor – O futuro dos negócios em tempos de integração de canais e convergência dos meios de comunicação”, foi tema do 12° Fórum de Varejo da América Latina, que aconteceu em São Paulo, nos dias 22 e 23 de setembro. O evento teve como objetivo discutir o perfil do consumidor multicanal global, que utiliza inúmeros meios, como instrumento de convergência de mídias, tornando-se o centro do universo do consumo.

Focados em palavras que expressam o cotidiano de pessoas que interagem de modo integral na chamada conectividade global como, multicanal, multiserviços e multiplataformas, o evento destacou a importância da adequação das empresas que tem como desafio principal a oportunidade de se adequar a nova realidade de consumo e aos chamados “neoconsumidores”.

Segundo dados da pesquisa apresentada pela auditoria Deloitte, no último ano, a internet teve aprovação recorde de 69% entre os meios de comunicação como veiculo mais eficiente na promoção de vendas. A pesquisa destaca ainda que 48% dos compradores online concentram o uso da web na busca por promoções e melhores preços.

A pesquisa salienta que no caso das empresas que vendem pela rede, 53% dão prioridade para ações que tenham como foco melhoria no atendimento e no relacionamento com o cliente. As recentes pesquisas sobre satisfação mostram um crescimento na ordem de 87%, na qualidade dos serviços oferecidos pelas lojas virtuais que acarretam diretamente na satisfação do público consumidor.

Para Rodrigo Pastorelli, coordenador de suporte da Tray Sistemas, a satisfação está diretamente ligada à imagem que o cliente vai propagar dessa marca na web. “Na internet é comum ver o consumidor pesquisar informações sobre a loja ou produto em informações baseadas na opinião de outros consumidores, logo um cliente bem atendido e satisfeito, acabada contribuindo positivamente com a imagem da empresa”.

Publicado por: Micheli Consani
Categorias: E-commerce, Economia, Fique por Dentro, É Importante Saber

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